segunda-feira, 15 de abril de 2013

A NATUREZA DA CONSCIÊNCIA

Há dois anos, Eric Kandel, Nobel em 2000, foi perguntado sobre o quanto a neurociência desconhecia sobre a natureza da memória. O neurocientista disse que se conhecia como a memória seria formada, mas, desconhecia-se como certas memórias seriam evocadas e; completando, disse não saber como a memória se modificaria ao longo do tempo. Diante de tantas dúvidas, não seria arriscado dizer-se que se conheceria apenas alguns recortes do que vem a ser a memória. Assim sendo, a ciência desconhece a natureza da memória.

Dando mais um passo, é possível concluir que, desconhecendo-se o “mecanismo” de evocação de certas memórias, ou mesmo como a memória se modificaria ao longo do tempo, a ciência desconheceria a natureza da consciência, palco de lembranças e de interpretações sobre a realidade subjetiva e objetiva do sujeito.

Admitindo-se a consciência de si mesmo como a principal característica humana a diferenciá-la dos demais mamíferos, sendo a própria consciência um depositório de pensamentos e de sentimentos, isto é, de conhecimentos, o universo do não sabido está muito além do que a “vã psicologia” sugere conhecer. Algumas respostas podem parecer esclarecedoras, mas são apenas teorias, isto é, tentativas de “explicar logicamente” o mistério da subjetividade a partir de princípios, os quais, em algum momento, pareceriam factíveis, até que novas descobertas e novos princípios demonstrem ser ilógica a interpretação anterior.

Não se pode esquecer que a estrutura neuronal forma a base orgânica, a partir da qual a consciência se expressa na fala e no movimento. Curiosamente, é a consciência que parece regular a atividade cerebral e a consequente atividade orgânica geral, beneficiando, ou prejudicando a saúde. Como a natureza da consciência é desconhecida, não seria possível ir além de uma teoria aproximada sobre a relação entre a subjetividade, o cérebro e o organismo em geral, abrindo-se inúmeras possibilidades para a interpretação deste “mistério”. Embora a interpretação sobre tais relações ocorra na consciência, que desconhece a si mesma, sua inquietude diante do desconhecido a movimenta permanentemente na busca de respostas sobre sua própria natureza e sobre a relação com a base orgânica que “habita”.

Como um “cachorro correndo atrás do próprio rabo”, a consciência infere sobre si mesma a partir da observação de alguns fenômenos físicos e mentais, tais como as doenças psicossomáticas, os sintomas psicológicos e os comportamentos a refletirem o seu “mistério” interior. São efeitos que provocam outros efeitos em cadeia, eventualmente pondo em risco a sobrevivência do organismo. O stress, por exemplo, surge a dificultar e a corromper situações favoráveis, ou a mortificar o organismo, enfraquecendo-o. A consciência o reconhece originário dela mesma, na medida em que o stress estimula a atividade limítrofe de alguns sistemas do organismo, como a homeostase, levando-a a procurar entender este fenômeno como um todo, a fim de proteger o lugar que “habita”.

Percebendo que sua união com o organismo caracteriza o ser humano, numa tentativa preliminar de esclarecimento, a consciência separa a natureza humana nos seus aspectos físicos, mentais, sociais e espirituais, mesmo correndo o risco de recortar demais a tentativa de interpretação sobre si mesma. Inferindo a partir da evidente cadeia causal, os aspectos físicos sugerem a presença de alguns efeitos decorrentes do estado de stress, como os sintomas psicossomáticos, por exemplo.

Diante disso, há 100 anos, a Psicologia vem teorizando sobre a subjetividade e seus efeitos, isto é, sobre a causa primeira do processo do pensamento, a estrutura do psiquismo e os sintomas psicológicos, não tendo encontrado um discurso comum até agora. Certamente em função do imenso não sabido sobre a memória e a consciência, a permear a neurociência até hoje, como afirmam alguns teóricos. Na verdade, são apenas teorias mais aceitas pelo universo acadêmico, estando muito longe de iluminar a real natureza da consciência.

A partir de algumas consequências do processo psíquico, as teorias psicológicas abordaram os sintomas psicológicos, como aqueles das neuroses e psicoses, sendo alguns responsáveis pelos sintomas psicossomáticos. Ao longo do tempo, desenvolveram métodos e técnicas de tratamento psicoterápico, buscando eliminar ou diminuir a intensidade do sofrimento psíquico, ou orgânico, causado por tais sintomas. A fim de justificar seus métodos e técnicas, as teorias psicológicas elaboraram perfis sobre a estrutura do psiquismo e o processo subjetivo causador dos sintomas. No entanto, este universo teórico e prático só teria sentido se estivesse caracterizado o quê daria partida à subjetividade, causa primeira a ser considerada.

De qualquer forma, a origem da vida e a natureza da consciência continuam incógnitas a serem desvendadas pelas pesquisas acadêmicas realizadas pela própria consciência, que desconhece a si mesma...

Mesmo desconhecendo a origem da vida, ou a natureza de si mesma, a consciência considera o cérebro como um conjunto de neurônios que, para funcionar, depende de reações químicas a produzir cargas elétricas e a polarizar estes neurônios, além de conexões químicas entre estes neurônios a impedir, ou a facilitar os fluxos elétricos, que percorrem o cérebro e o sistema nervoso em geral. Tais fluxos elétricos formam circuitos no cérebro conhecidos como engramas, os quais materializam o efeito do relacionamento entre a consciência e a realidade vivenciada, seja de forma objetiva, seja apenas subjetivamente.

Dependendo de reações químicas a polariza-los e a facilitar ou a impedir o fluxo elétrico, estes circuitos não parecem ser causadores de si próprios. Tudo indica que há algo antes deles a provocar o processo, isto é, a dar partida às reações químicas e aos circuitos elétricos, os quais revelam a presença da consciência sem traduzir seu conteúdo. O vazio a revelar a incompletude da neurociência parece estar no início de tudo, isto é, no silencio sobre a evocação de certas memórias, ou mesmo como a memória se modificaria ao longo do tempo. Portanto, a ciência desconhece o “mecanismo” que põe o cérebro em movimento em algumas situações específicas, sobre as quais as pesquisas continuam em silencio sobre as respostas.

Talvez incomodadas pelo silêncio da neurociência sobre este “mecanismo”, as teorias sobre a natureza da consciência tentaram interpretar o quê iniciava o pensamento em todas as situações conhecidas. Não sendo possível admitir que o cérebro iniciasse a si mesmo, isto é, que o pensamento derivasse do cérebro e, ao mesmo tempo, fosse causa de si mesmo, como já foi explorado neste texto, estas teorias assumiram a perspectiva de que algo aconteceria fora do cérebro, dando início ao pensamento, produzindo a consciência. Algumas seguiram o viés materialista, situando a causa primeira no organismo e no sociocultural, enquanto outras, sem desconhecer estas possíveis causas materiais, pendularam pelo intangível a situar-se além da base orgânica e social.

No início do século XX, numa perspectiva materialista, Freud afirmou que o pensamento iniciava-se, para solucionar uma falta percebida como demanda orgânica a ser satisfeita. Como exigência de funcionamento para o “aparelho psíquico”, a demanda possuiria uma tensão e um objeto de satisfação, imaginário ou não. Chamou a esta demanda de pulsão. Assim, o sujeito agiria no sentido de satisfazer a pulsão via objeto de satisfação, alguns proibidos pela cultura, como é o caso do incesto. Como o organismo não cessa suas demandas enquanto vivo, a satisfação completa não existiria, frustrando permanentemente o sujeito, embora alimentasse a fantasia de saciedade absoluta produzindo sintomas.

A partir das frustrações das demandas pulsionais, Freud arquitetou sua teoria, diferenciando pulsão de instinto, este próprio dos demais mamíferos, cujos objetos de satisfação seriam pré-definidos pela natureza. Por outro lado, com o humano divorciado da natureza e inserido em diferentes culturas, o objeto da pulsão não seria pré-definido, recebendo seu contorno na medida em que houvesse o desenvolvimento do que chamou de libido, energia ligada a certas partes do corpo e à evolução do relacionamento do sujeito com os demais sujeitos. Na cultura, os objetos possíveis de satisfação seriam variados para a mesma demanda, embora sempre incapazes de satisfazer o sujeito completamente, diante da permanente demanda do organismo.

A angústia estrutural provocada pela falta permanente moveria o sujeito a buscar satisfação em objetos inexistentes, fruto das fantasias incapazes de esgotar seu mal estar. Assim sendo, a compulsão à repetição estaria presente, acrescentando doses de angústia diante dos fracassos decorrentes das ações anacrônicas e virtuais, embora com sentido presente na verdade do sujeito, provocando evidentes repercussões orgânicas a simbolizar tais fracassos.

Skinner, por seu lado, teorizou sobre os diferentes estímulos internos e externos a serem gerenciados pela consciência, aos quais ela reagia dando início ao pensamento. A ação seria premiada, positiva ou negativamente, estabelecendo-se o que chamou de condicionamento via aprendizagem, determinando, assim, o comportamento diante de estímulos futuros percebidos como semelhantes. Como a repetição de contextos é pouco provável, ou inexistente, ocorreriam comportamentos anacrônicos, nos quais o sujeito sofreria com fracassos e premiações negativas.

Curiosamente, o comportamento repetitivo e anacrônico dependeria do condicionamento primeiro, não se modificando, em alguns casos, apesar do sofrimento causado pelo anacronismo e fracassos da ação atual. Tal como Freud, sua teoria tinha bases materialistas evidentes, embora conjecturasse a possibilidade de cessação da angústia, o que para Freud seria impossível, por ser estrutural segundo a teoria das pulsões. A abordagem comportamental não considera a possibilidade da causação do pensamento transcender à matéria orgânica, estando fundada em paradigmas científicos materialistas, que governaram o século XX.

Para Freud a subjetividade se qualificaria como consciente e inconsciente, caracterizando o que aqui está sendo chamado de consciência. Para Skinner, não existiria uma subjetividade inconsciente nos moldes freudianos, apenas algo não lembrado, embora subjacente ao comportamento condicionado. Mesmo Jung, com seu inconsciente coletivo, apegava-se ao filogenético, para teorizar sobre o que pairava por toda humanidade. Ao dar cunho materialista à sua abordagem acerca da consciência, parece ter escapado de contradições com a postura científica da época, embora tenha sido acusado por Freud de estar próximo de algo metafísico.

Há uns 50 anos, no entanto, formou-se um grupo chamado de humanista, o qual considerou que, além da busca pela satisfação pulsional, das respostas condicionadas, ou das determinações do inconsciente coletivo, todos sustentados por teses materialistas, o ser humano seria destinado à autorealização. Com isto, parecia assumir algumas justificativas intangíveis para o despertar do pensamento a dar sentido à consciência, abrindo espaço para a dúvida científica se ela, a consciência, seria, de fato, um epifenômeno do cérebro. Como a autorealização é subjetiva e muito pessoal, este movimento parece ter iniciado um processo de “desmaterialização” das teorias psicológicas anteriores, bordejando numa rota onde as teses materialistas perdiam consistência, embora não fossem descartadas completamente.

Ao se considerar um estágio da consciência, no qual, em algum momento, o mundo material teria pouca influência, ou apenas influência indireta, ficou difícil falar de autorealização circunscrevendo apenas a teoria das pulsões, ou a teoria do comportamento condicionado. Diante desta proposição, Freud diria que ela seria reflexo de fantasia de plena satisfação, tal como, certa vez, criticou o que foi chamado de sentimento oceânico a perceber a união de todas as coisas existentes. Não sendo factível e interpretada como fantasia de completude impossível, a autorealização seria apenas um sintoma a ser superado. Talvez Skinner dissesse que a busca da autorealização seria um comportamento aceitável, se considerado como efeito da superação dos condicionamentos e aprendizagens aprisionadores da criatividade do sujeito.

Como não poderia deixar de acontecer, estando situada além das demandas orgânicas e de suas fantasias de satisfação, ou dos condicionamentos a repetir comportamentos anacrônicos e sem sincronia com a realidade vivenciada, sendo ainda um produto da consciência, a autorealização estaria vagando pelo o reino do quase espiritual, distanciando-se dos discursos materialistas de Freud e de Skinner.

Impulsionada por esta teoria quase espiritual, surge nova teoria fundada na hipótese do início do pensamento situar-se além do organismo e do social, isto é, de estar situada na intangibilidade além das fronteiras do cérebro. Assim, estaria fora das fronteiras materiais, ao mesmo tempo em que estaria operando o cérebro, isto é, atuando no interior das fronteiras materiais. Esta abordagem foi chamada de teoria transpessoal da consciência, inaugurando o discurso não materialista a justificar como se processaria o início do pensamento, nas situações omitidas pela neurociência, e como se descreveria a natureza da consciência situada além das fronteiras materiais.

Abordagem que não seria novidade, na medida em que filósofos do oriente, no interior do budismo ou do hinduísmo, costumam debater o que seja a natureza imaterial da consciência. Tal como ocorre na psicologia ocidental, pendulam entre diferentes teorias, dependendo do pensador e da região onde foi produzido o debate.

Os “universalistas”, curiosamente, afirmam que a consciência individual seria manifestação da consciência cósmica, sendo por ela absorvida após a morte do organismo. Portanto, a consciência não teria existência individual separada da matéria do universo, sendo todos produtos desta consciência cósmica. As experiências ocorridas durante o estado meditativo seriam uma espécie de diálogo entre a consciência cósmica e a individual, num reflexo da relação entre todas as coisas.

Contrariamente, mas sem desmentir a consciência cósmica, outros pensadores afirmam que a consciência é individual e sobrevive à morte do organismo, sem ser absorvida imediatamente pela consciência cósmica. Sua absorção ocorreria depois de um processo de crescimento individual, de desenvolvimento, no qual a compaixão se manifestaria permanentemente no karma, isto é, na ação de cada um. Este crescimento se daria pelas encarnações sucessivas, até que os “maus sentimentos a moverem a ação” fossem superados, ou transformados. Além disso, discutem sobre a natureza da consciência cósmica, deslizando entre os discursos quase materialistas e espiritualistas.

Assim, como diria o teólogo cristão durante o debate, “não somos seres corpóreos com um espírito, mas seres espirituais com um corpo”.

A teoria transpessoal aproxima-se da psicologia budista e de inúmeras passagens dos Vedas hindus, onde a psicologia e a espiritualidade se misturam nas interpretações dos Mestres do oriente. Nestas e na teoria transpessoal, a imaterialidade caracteriza a natureza da consciência, com todas as implicações que isto trás ao que seja memória, sintoma e a transformação do ser.

Na verdade, ao considerar a possibilidade da existência do pensamento e da consciência sem a necessidade da base orgânica, a teoria transpessoal deu uma conotação espiritual à psicologia ocidental. Embora todas as abordagens não passem de hipóteses, de meras teorias sobre a natureza da consciência, este fato levou à intensa reação dos núcleos científicos materialistas, os quais acusam a psicologia transpessoal de cruzar as fronteiras da religião.

Diante do paradoxo da negação da possibilidade da transpessoalidade a partir de um não sabido pela neurociência, os adeptos desta psicologia costumam perguntar se, ao negar outras possibilidades para a natureza da consciência, a posição materialista não seria metafísica, ideológica, quase religiosa. Do ponto de vista científico não metafísico, do mesmo modo que as pulsões e o condicionamento, a consciência transpessoal seria uma hipótese para o início do pensamento, uma hipótese sobre a natureza da consciência, ou mesmo outra interpretação sobre o vazio a pairar sobre o não sabido pela neurociência ocidental.

Todas são apenas teorias a interpretar o vazio de conhecimento, sejam elas sobre a natureza da matéria orgânica, que sustenta a vida, sejam sobre a natureza da consciência e o que determina o início do pensamento. Isoladas, são meras possibilidades, meras escolhas individuais; em conjunto, parecem se aproximar de uma “interpretação realmente possível” para a aparente intangibilidade da consciência.

Alguns pensadores ocidentais, talvez materialistas indecisos, procuram interpretar a posição filosófica oriental sobre a relação entre a consciência individual e a consciência cósmica com ajuda da física quântica, da incerteza, da não localidade, da teoria do campo unificado, além de outras percepções desta ciência quase imaterial, a descrever onda, matéria e energia como faces do mesmo. Neste caso, a consciência e a atividade do cérebro seriam faces da mesma moeda, estando dispersas pelos meandros do tangível e do intangível descritos por esta ciência.

Algumas experiências em Universidades americanas sobre a aparente expansão da consciência durante o estado meditativo, ou estado hipnótico, sugerem que assim pode ser, não obstante seja apenas outra teoria sobre a relação entre a consciência e o cérebro. Tal como as demais, esta teoria desliza sobre as mesmas lacunas existentes na neurociência tradicional, ao interpretar os evidentes fenômenos observados. O seu “calcanhar de Aquiles” parece estar na constatação de resultados objetivos sobre a não localidade do pensamento e a relação com teoria quântica do campo unificado, sem mencionar alguma possibilidade sobre início de tudo, sobre o quê, de fato, inicia o pensamento dando sentido à consciência e, portanto, à subjetividade.

Uma teoria sobre a consciência fundada na física quântica parece sugerir que a consciência sempre esteve onde o universo material está, desde sempre, havendo identidade de natureza entre o tangível e o intangível, entre os circuitos elétricos do cérebro e a consciência, tal como a relação entre o campo elétrico e o campo magnético. Seria afirmar uma eternidade “sem começo”, sem dizer como a consciência percebe a si mesma.

Sem perder de vista que o não sabido sobre a consciência permite a proposição de diferentes hipóteses sobre sua natureza, sendo clara, por exemplo, a perturbação desta consciência provocada pela alteração dos processos químicos a ocorrer no cérebro, é viável dizer que ela dependa, rigorosamente, da base orgânica, para se expressar. Embora verdadeiro, este discurso omite o como se iniciam estes processos químicos, assumindo a trajetória interpretativa já no meio do deslocamento. Além disso, não propõe o modo como, em algumas situações específicas, a consciência altera tais processos químicos, a partir de uma intenção gerada nela própria.

Essas alterações acima mencionadas acontecem nos estados meditativos, ou estados hipnóticos, os quais dependem de uma intenção da consciência, para serem alcançados. Este estado da consciência influi na atividade cerebral, diminuindo-a, bem como no funcionamento do sistema nervoso autônomo, reduzindo o batimento cardíaco e a pressão arterial, acalmando o sistema neuroendócrino, potencializando o sistema imunológico e o combate às enfermidades orgânicas. São situações nas quais colapsa a hipótese de causação química, material, dos processos de pensamento intencional a ocorrer na consciência, que desconhece a si mesma.

Repetindo, a hipótese “materialista” sobre a natureza da consciência exclui a possibilidade de que, em algumas situações, o processo causal, a intenção, esteja além do cérebro, além das reações químicas e dos engramas, isto é, podendo iniciar-se na consciência transpessoal, sendo projetado na base orgânica, não o inverso.

Este é um assunto que merece ser explorado sob outros ângulos, sob outras perspectivas, talvez aumentando as dúvidas de quem ouça e as contradições de quem fala.

 

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