Dando mais um passo, é
possível concluir que, desconhecendo-se o “mecanismo” de evocação de certas
memórias, ou mesmo como a memória se modificaria ao longo do tempo, a ciência
desconheceria a natureza da consciência, palco de lembranças e de
interpretações sobre a realidade subjetiva e objetiva do sujeito.
Admitindo-se a consciência de
si mesmo como a principal característica humana a diferenciá-la dos demais
mamíferos, sendo a própria consciência um depositório de pensamentos e de
sentimentos, isto é, de conhecimentos, o universo do não sabido está muito além
do que a “vã psicologia” sugere conhecer. Algumas respostas podem parecer
esclarecedoras, mas são apenas teorias, isto é, tentativas de “explicar
logicamente” o mistério da subjetividade a partir de princípios, os quais, em
algum momento, pareceriam factíveis, até que novas descobertas e novos
princípios demonstrem ser ilógica a interpretação anterior.
Não se pode esquecer que a
estrutura neuronal forma a base orgânica, a partir da qual a consciência se
expressa na fala e no movimento. Curiosamente, é a consciência que parece
regular a atividade cerebral e a consequente atividade orgânica geral,
beneficiando, ou prejudicando a saúde. Como a natureza da consciência é
desconhecida, não seria possível ir além de uma teoria aproximada sobre a
relação entre a subjetividade, o cérebro e o organismo em geral, abrindo-se
inúmeras possibilidades para a interpretação deste “mistério”. Embora a
interpretação sobre tais relações ocorra na consciência, que desconhece a si
mesma, sua inquietude diante do desconhecido a movimenta permanentemente na
busca de respostas sobre sua própria natureza e sobre a relação com a base
orgânica que “habita”.
Como um “cachorro correndo
atrás do próprio rabo”, a consciência infere sobre si mesma a partir da
observação de alguns fenômenos físicos e mentais, tais como as doenças
psicossomáticas, os sintomas psicológicos e os comportamentos a refletirem o
seu “mistério” interior. São efeitos que provocam outros efeitos em cadeia,
eventualmente pondo em risco a sobrevivência do organismo. O stress, por
exemplo, surge a dificultar e a corromper situações favoráveis, ou a mortificar
o organismo, enfraquecendo-o. A consciência o reconhece originário dela mesma,
na medida em que o stress estimula a atividade limítrofe de alguns sistemas do
organismo, como a homeostase, levando-a a procurar entender este fenômeno como
um todo, a fim de proteger o lugar que “habita”.
Percebendo que sua união com
o organismo caracteriza o ser humano, numa tentativa preliminar de
esclarecimento, a consciência separa a natureza humana nos seus aspectos
físicos, mentais, sociais e espirituais, mesmo correndo o risco de recortar
demais a tentativa de interpretação sobre si mesma. Inferindo a partir da
evidente cadeia causal, os aspectos físicos sugerem a presença de alguns
efeitos decorrentes do estado de stress, como os sintomas psicossomáticos, por
exemplo.
Diante disso, há 100 anos, a
Psicologia vem teorizando sobre a subjetividade e seus efeitos, isto é, sobre a
causa primeira do processo do pensamento, a estrutura do psiquismo e os
sintomas psicológicos, não tendo encontrado um discurso comum até agora.
Certamente em função do imenso não sabido sobre a memória e a consciência, a
permear a neurociência até hoje, como afirmam alguns teóricos. Na verdade, são
apenas teorias mais aceitas pelo universo acadêmico, estando muito longe de
iluminar a real natureza da consciência.
A partir de algumas
consequências do processo psíquico, as teorias psicológicas abordaram os
sintomas psicológicos, como aqueles das neuroses e psicoses, sendo alguns
responsáveis pelos sintomas psicossomáticos. Ao longo do tempo, desenvolveram
métodos e técnicas de tratamento psicoterápico, buscando eliminar ou diminuir a
intensidade do sofrimento psíquico, ou orgânico, causado por tais sintomas. A
fim de justificar seus métodos e técnicas, as teorias psicológicas elaboraram
perfis sobre a estrutura do psiquismo e o processo subjetivo causador dos
sintomas. No entanto, este universo teórico e prático só teria sentido se
estivesse caracterizado o quê daria partida à subjetividade, causa primeira a
ser considerada.
De qualquer forma, a origem
da vida e a natureza da consciência continuam incógnitas a serem desvendadas
pelas pesquisas acadêmicas realizadas pela própria consciência, que desconhece
a si mesma...
Mesmo desconhecendo a origem
da vida, ou a natureza de si mesma, a consciência considera o cérebro como um
conjunto de neurônios que, para funcionar, depende de reações químicas a
produzir cargas elétricas e a polarizar estes neurônios, além de conexões
químicas entre estes neurônios a impedir, ou a facilitar os fluxos elétricos,
que percorrem o cérebro e o sistema nervoso em geral. Tais fluxos elétricos
formam circuitos no cérebro conhecidos como engramas, os quais materializam o
efeito do relacionamento entre a consciência e a realidade vivenciada, seja de
forma objetiva, seja apenas subjetivamente.
Dependendo de reações
químicas a polariza-los e a facilitar ou a impedir o fluxo elétrico, estes
circuitos não parecem ser causadores de si próprios. Tudo indica que há algo
antes deles a provocar o processo, isto é, a dar partida às reações químicas e
aos circuitos elétricos, os quais revelam a presença da consciência sem
traduzir seu conteúdo. O vazio a revelar a incompletude da neurociência parece
estar no início de tudo, isto é, no silencio sobre a evocação de certas
memórias, ou mesmo como a memória se modificaria ao longo do tempo. Portanto, a
ciência desconhece o “mecanismo” que põe o cérebro em movimento em algumas
situações específicas, sobre as quais as pesquisas continuam em silencio sobre
as respostas.
Talvez incomodadas pelo
silêncio da neurociência sobre este “mecanismo”, as teorias sobre a natureza da
consciência tentaram interpretar o quê iniciava o pensamento em todas as
situações conhecidas. Não sendo possível admitir que o cérebro iniciasse a si
mesmo, isto é, que o pensamento derivasse do cérebro e, ao mesmo tempo, fosse
causa de si mesmo, como já foi explorado neste texto, estas teorias assumiram a
perspectiva de que algo aconteceria fora do cérebro, dando início ao
pensamento, produzindo a consciência. Algumas seguiram o viés materialista,
situando a causa primeira no organismo e no sociocultural, enquanto outras, sem
desconhecer estas possíveis causas materiais, pendularam pelo intangível a
situar-se além da base orgânica e social.
No início do século XX, numa
perspectiva materialista, Freud afirmou que o pensamento iniciava-se, para
solucionar uma falta percebida como demanda orgânica a ser satisfeita. Como
exigência de funcionamento para o “aparelho psíquico”, a demanda possuiria uma
tensão e um objeto de satisfação, imaginário ou não. Chamou a esta demanda de
pulsão. Assim, o sujeito agiria no sentido de satisfazer a pulsão via objeto de
satisfação, alguns proibidos pela cultura, como é o caso do incesto. Como o
organismo não cessa suas demandas enquanto vivo, a satisfação completa não
existiria, frustrando permanentemente o sujeito, embora alimentasse a fantasia
de saciedade absoluta produzindo sintomas.
A partir das frustrações das
demandas pulsionais, Freud arquitetou sua teoria, diferenciando pulsão de
instinto, este próprio dos demais mamíferos, cujos objetos de satisfação seriam
pré-definidos pela natureza. Por outro lado, com o humano divorciado da
natureza e inserido em diferentes culturas, o objeto da pulsão não seria
pré-definido, recebendo seu contorno na medida em que houvesse o
desenvolvimento do que chamou de libido, energia ligada a certas partes do
corpo e à evolução do relacionamento do sujeito com os demais sujeitos. Na
cultura, os objetos possíveis de satisfação seriam variados para a mesma
demanda, embora sempre incapazes de satisfazer o sujeito completamente, diante
da permanente demanda do organismo.
A angústia estrutural
provocada pela falta permanente moveria o sujeito a buscar satisfação em
objetos inexistentes, fruto das fantasias incapazes de esgotar seu mal estar.
Assim sendo, a compulsão à repetição estaria presente, acrescentando doses de
angústia diante dos fracassos decorrentes das ações anacrônicas e virtuais,
embora com sentido presente na verdade do sujeito, provocando evidentes
repercussões orgânicas a simbolizar tais fracassos.
Skinner, por seu lado,
teorizou sobre os diferentes estímulos internos e externos a serem gerenciados
pela consciência, aos quais ela reagia dando início ao pensamento. A ação seria
premiada, positiva ou negativamente, estabelecendo-se o que chamou de
condicionamento via aprendizagem, determinando, assim, o comportamento diante
de estímulos futuros percebidos como semelhantes. Como a repetição de contextos
é pouco provável, ou inexistente, ocorreriam comportamentos anacrônicos, nos
quais o sujeito sofreria com fracassos e premiações negativas.
Curiosamente, o comportamento
repetitivo e anacrônico dependeria do condicionamento primeiro, não se
modificando, em alguns casos, apesar do sofrimento causado pelo anacronismo e
fracassos da ação atual. Tal como Freud, sua teoria tinha bases materialistas
evidentes, embora conjecturasse a possibilidade de cessação da angústia, o que
para Freud seria impossível, por ser estrutural segundo a teoria das pulsões. A
abordagem comportamental não considera a possibilidade da causação do
pensamento transcender à matéria orgânica, estando fundada em paradigmas
científicos materialistas, que governaram o século XX.
Para Freud a subjetividade se
qualificaria como consciente e inconsciente, caracterizando o que aqui está
sendo chamado de consciência. Para Skinner, não existiria uma subjetividade
inconsciente nos moldes freudianos, apenas algo não lembrado, embora subjacente
ao comportamento condicionado. Mesmo Jung, com seu inconsciente coletivo,
apegava-se ao filogenético, para teorizar sobre o que pairava por toda
humanidade. Ao dar cunho materialista à sua abordagem acerca da consciência,
parece ter escapado de contradições com a postura científica da época, embora
tenha sido acusado por Freud de estar próximo de algo metafísico.
Há uns 50 anos, no entanto,
formou-se um grupo chamado de humanista, o qual considerou que, além da busca
pela satisfação pulsional, das respostas condicionadas, ou das determinações do
inconsciente coletivo, todos sustentados por teses materialistas, o ser humano
seria destinado à autorealização. Com isto, parecia assumir algumas
justificativas intangíveis para o despertar do pensamento a dar sentido à
consciência, abrindo espaço para a dúvida científica se ela, a consciência,
seria, de fato, um epifenômeno do cérebro. Como a autorealização é subjetiva e
muito pessoal, este movimento parece ter iniciado um processo de
“desmaterialização” das teorias psicológicas anteriores, bordejando numa rota
onde as teses materialistas perdiam consistência, embora não fossem descartadas
completamente.
Ao se considerar um estágio
da consciência, no qual, em algum momento, o mundo material teria pouca
influência, ou apenas influência indireta, ficou difícil falar de
autorealização circunscrevendo apenas a teoria das pulsões, ou a teoria do
comportamento condicionado. Diante desta proposição, Freud diria que ela seria
reflexo de fantasia de plena satisfação, tal como, certa vez, criticou o que
foi chamado de sentimento oceânico a perceber a união de todas as coisas
existentes. Não sendo factível e interpretada como fantasia de completude
impossível, a autorealização seria apenas um sintoma a ser superado. Talvez
Skinner dissesse que a busca da autorealização seria um comportamento
aceitável, se considerado como efeito da superação dos condicionamentos e
aprendizagens aprisionadores da criatividade do sujeito.
Como não poderia deixar de
acontecer, estando situada além das demandas orgânicas e de suas fantasias de
satisfação, ou dos condicionamentos a repetir comportamentos anacrônicos e sem
sincronia com a realidade vivenciada, sendo ainda um produto da consciência, a
autorealização estaria vagando pelo o reino do quase espiritual,
distanciando-se dos discursos materialistas de Freud e de Skinner.
Impulsionada por esta teoria
quase espiritual, surge nova teoria fundada na hipótese do início do pensamento
situar-se além do organismo e do social, isto é, de estar situada na
intangibilidade além das fronteiras do cérebro. Assim, estaria fora das
fronteiras materiais, ao mesmo tempo em que estaria operando o cérebro, isto é,
atuando no interior das fronteiras materiais. Esta abordagem foi chamada de
teoria transpessoal da consciência, inaugurando o discurso não materialista a
justificar como se processaria o início do pensamento, nas situações omitidas
pela neurociência, e como se descreveria a natureza da consciência situada além
das fronteiras materiais.
Abordagem que não seria
novidade, na medida em que filósofos do oriente, no interior do budismo ou do
hinduísmo, costumam debater o que seja a natureza imaterial da consciência. Tal
como ocorre na psicologia ocidental, pendulam entre diferentes teorias,
dependendo do pensador e da região onde foi produzido o debate.
Os “universalistas”,
curiosamente, afirmam que a consciência individual seria manifestação da
consciência cósmica, sendo por ela absorvida após a morte do organismo.
Portanto, a consciência não teria existência individual separada da matéria do
universo, sendo todos produtos desta consciência cósmica. As experiências
ocorridas durante o estado meditativo seriam uma espécie de diálogo entre a
consciência cósmica e a individual, num reflexo da relação entre todas as
coisas.
Contrariamente, mas sem desmentir
a consciência cósmica, outros pensadores afirmam que a consciência é individual
e sobrevive à morte do organismo, sem ser absorvida imediatamente pela
consciência cósmica. Sua absorção ocorreria depois de um processo de
crescimento individual, de desenvolvimento, no qual a compaixão se manifestaria
permanentemente no karma, isto é, na ação de cada um. Este crescimento se daria
pelas encarnações sucessivas, até que os “maus sentimentos a moverem a ação”
fossem superados, ou transformados. Além disso, discutem sobre a natureza da
consciência cósmica, deslizando entre os discursos quase materialistas e
espiritualistas.
Assim, como diria o teólogo
cristão durante o debate, “não somos seres corpóreos com um espírito, mas seres
espirituais com um corpo”.
A teoria transpessoal
aproxima-se da psicologia budista e de inúmeras passagens dos Vedas hindus,
onde a psicologia e a espiritualidade se misturam nas interpretações dos
Mestres do oriente. Nestas e na teoria transpessoal, a imaterialidade
caracteriza a natureza da consciência, com todas as implicações que isto trás
ao que seja memória, sintoma e a transformação do ser.
Na verdade, ao considerar a
possibilidade da existência do pensamento e da consciência sem a necessidade da
base orgânica, a teoria transpessoal deu uma conotação espiritual à psicologia
ocidental. Embora todas as abordagens não passem de hipóteses, de meras teorias
sobre a natureza da consciência, este fato levou à intensa reação dos núcleos
científicos materialistas, os quais acusam a psicologia transpessoal de cruzar
as fronteiras da religião.
Diante do paradoxo da negação
da possibilidade da transpessoalidade a partir de um não sabido pela
neurociência, os adeptos desta psicologia costumam perguntar se, ao negar
outras possibilidades para a natureza da consciência, a posição materialista
não seria metafísica, ideológica, quase religiosa. Do ponto de vista científico
não metafísico, do mesmo modo que as pulsões e o condicionamento, a consciência
transpessoal seria uma hipótese para o início do pensamento, uma hipótese sobre
a natureza da consciência, ou mesmo outra interpretação sobre o vazio a pairar
sobre o não sabido pela neurociência ocidental.
Todas são apenas teorias a
interpretar o vazio de conhecimento, sejam elas sobre a natureza da matéria
orgânica, que sustenta a vida, sejam sobre a natureza da consciência e o que
determina o início do pensamento. Isoladas, são meras possibilidades, meras
escolhas individuais; em conjunto, parecem se aproximar de uma “interpretação
realmente possível” para a aparente intangibilidade da consciência.
Alguns pensadores ocidentais,
talvez materialistas indecisos, procuram interpretar a posição filosófica
oriental sobre a relação entre a consciência individual e a consciência cósmica
com ajuda da física quântica, da incerteza, da não localidade, da teoria do
campo unificado, além de outras percepções desta ciência quase imaterial, a
descrever onda, matéria e energia como faces do mesmo. Neste caso, a
consciência e a atividade do cérebro seriam faces da mesma moeda, estando
dispersas pelos meandros do tangível e do intangível descritos por esta
ciência.
Algumas experiências em
Universidades americanas sobre a aparente expansão da consciência durante o
estado meditativo, ou estado hipnótico, sugerem que assim pode ser, não
obstante seja apenas outra teoria sobre a relação entre a consciência e o
cérebro. Tal como as demais, esta teoria desliza sobre as mesmas lacunas
existentes na neurociência tradicional, ao interpretar os evidentes fenômenos
observados. O seu “calcanhar de Aquiles” parece estar na constatação de
resultados objetivos sobre a não localidade do pensamento e a relação com
teoria quântica do campo unificado, sem mencionar alguma possibilidade sobre
início de tudo, sobre o quê, de fato, inicia o pensamento dando sentido à
consciência e, portanto, à subjetividade.
Uma teoria sobre a
consciência fundada na física quântica parece sugerir que a consciência sempre
esteve onde o universo material está, desde sempre, havendo identidade de
natureza entre o tangível e o intangível, entre os circuitos elétricos do
cérebro e a consciência, tal como a relação entre o campo elétrico e o campo
magnético. Seria afirmar uma eternidade “sem começo”, sem dizer como a
consciência percebe a si mesma.
Sem perder de vista que o não
sabido sobre a consciência permite a proposição de diferentes hipóteses sobre
sua natureza, sendo clara, por exemplo, a perturbação desta consciência
provocada pela alteração dos processos químicos a ocorrer no cérebro, é viável
dizer que ela dependa, rigorosamente, da base orgânica, para se expressar.
Embora verdadeiro, este discurso omite o como se iniciam estes processos
químicos, assumindo a trajetória interpretativa já no meio do deslocamento.
Além disso, não propõe o modo como, em algumas situações específicas, a
consciência altera tais processos químicos, a partir de uma intenção gerada
nela própria.
Essas alterações acima
mencionadas acontecem nos estados meditativos, ou estados hipnóticos, os quais
dependem de uma intenção da consciência, para serem alcançados. Este estado da
consciência influi na atividade cerebral, diminuindo-a, bem como no
funcionamento do sistema nervoso autônomo, reduzindo o batimento cardíaco e a
pressão arterial, acalmando o sistema neuroendócrino, potencializando o sistema
imunológico e o combate às enfermidades orgânicas. São situações nas quais
colapsa a hipótese de causação química, material, dos processos de pensamento
intencional a ocorrer na consciência, que desconhece a si mesma.
Repetindo, a hipótese
“materialista” sobre a natureza da consciência exclui a possibilidade de que,
em algumas situações, o processo causal, a intenção, esteja além do cérebro,
além das reações químicas e dos engramas, isto é, podendo iniciar-se na
consciência transpessoal, sendo projetado na base orgânica, não o inverso.
Este é um assunto que merece
ser explorado sob outros ângulos, sob outras perspectivas, talvez aumentando as
dúvidas de quem ouça e as contradições de quem fala.